domingo, 11 de dezembro de 2011

Tanatos

Era uma dessas tardes em que o azul do ceu é pálido e saudoso,
e que o rumor do vento é monótono e cadente,
quando senti que no ego da conciencia pairava uma fatalidade que desce do além, 
e no mundo tão grande não teve onde pousar e de minha vida as solidões aflora,
visão porem de espinhos em sangue, onde já não cabe luz por onde vagam meus desejos.
Quando senti nas horas mortas o silencio e a solidão, e depois olhei em torno de mim..tudo deserto,
como um pedaço roto do infinito, e os meus lábios ardentes no meu peito frio,
foi loucura, e na tardequando o sol morria, a natureza era um poema santo, 
e como um vé transparente, lembro meus olhos nos seus, eram saudades, saudades infinita,
e vou seguindo do deserto a trilha e o vento do passado em mim suspira,
e como um beijo da noite meu peito geme, então guardo fatídica tristeza.
Mas que importa, no entanto queé feito do viver daqueles tempos?
                                   (By Hidelair Silva- 1980)

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