Era uma dessas tardes em que o azul do ceu é pálido e saudoso,
e que o rumor do vento é monótono e cadente,
quando senti que no ego da conciencia pairava uma fatalidade que desce do além,
e no mundo tão grande não teve onde pousar e de minha vida as solidões aflora,
visão porem de espinhos em sangue, onde já não cabe luz por onde vagam meus desejos.
Quando senti nas horas mortas o silencio e a solidão, e depois olhei em torno de mim..tudo deserto,
como um pedaço roto do infinito, e os meus lábios ardentes no meu peito frio,
foi loucura, e na tardequando o sol morria, a natureza era um poema santo,
e como um vé transparente, lembro meus olhos nos seus, eram saudades, saudades infinita,
e vou seguindo do deserto a trilha e o vento do passado em mim suspira,
e como um beijo da noite meu peito geme, então guardo fatídica tristeza.
Mas que importa, no entanto queé feito do viver daqueles tempos?
(By Hidelair Silva- 1980)

Nenhum comentário:
Postar um comentário