segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Outrora

Outrora
Quando o ceu era azul
E eu
Pequeno demais para abrigar meu sonho,
Quando as doces mãos que foram minhas
Segredavam baixinho
Palavras boas,
E a chuva era acariciante e o sol risonho,
Quando enganos e penas
Pairavam para alem do mar imenso,
E as coisas mais pequenas
Eram uma esperança a mais,
De certo
Eu era cego e ingenuo
E amava a terra, o oceano
O infinito...
E mais do que a terra
Eu te amei
E gravei teu nome no vento
No canto dos pássaros,
No meu sangue.
E te sonhava, longe ou perto,
Nos meus braços.
Até que de tanto te amar
Eu te odiei...
                                                (Mauro Sampaio)

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