quinta-feira, 1 de março de 2012

Não te darei palavras

Não te darei palavras vulgares
Quero-as originais.
Por isso
Criarei vocabulário só teu
Onde os gestos falam mais que palavras,
Os olhos participam mais do entendimento
E as mãos traduzem melhor as frases
Que nunca serão ditas.

Não as quero viciadas pelo uso,
Ensebadas no manuscrito dos dicionários,
Lidas nos livros

Quero-as assim iluminadas como o teu sorriso,
Persuasivas como ramalhetes de rosas,
Puras como raio de luar

Não te darei palavras banais
Abrirei teu coração com o silencio.

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