Quando a brisa da manhã envolver suavemente o tempo
e o sol brilhar radintemente, e tudo se aquecer,
aquecer no silencio do cair longinquo de uma folha
no distante perfume do jasmineiro a sacudir;
e eu ao encontro de mim , serei a palmeira reclinada,
pela terra esparsa de um ferido coração.
Correrei no caminho do encontro, voarei em pensamentos
saltarei no tempo, no vento que bate nas pétalas
que batem nas flores dos pastos vastos,
irei ao encontro do alecrim no vale dos prazeres,
correrei por entre flores e frestas do sol,
por entre brisas e ventos a suavizar-me.
Irei ao encontro ferido da árvore cortada,
das folhas arrancadas, dos campos rossados.
Irei me soltar e correr,
e de tão cansada, descansar na sombra do arvoredo que sacode suas folhas suavemente.
Sem mais ao repouso imperturbável, fechar os olhos,
dormir alegremente nesse repouso, em paz.
Restrito esse mundo, mundo de amor interno,
branco, brando e perfumado, alegremente contente,
já adormecida sonhar com flores, flores que me beijam, pássaros que me cantam,
pois só paz é amor e só amor é poesia.
(by Hidelair Silva---12/79)
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